Pequenas ações dia após dia. Como plantar uma cerejeira.
“(…) A explicação é fácil de ser entendida. Menos água transporta menos sedimentos. Esses últimos são os principais responsáveis pelos depósitos de areia que formam as praias. A presença de maiores quantidades de areias equivale a praias maiores, que por sua vez, impedem o avanço do nível do mar sobre o continente propriamente dito. No entanto, com a reduzida chegada de sedimentos, a reposição de areia nas praias tem sofrido uma sensível redução, tornando o balanço entre chegada e retirada (via mar) negativo. Ou seja, está se perdendo mais areia para o mar do que o rio é capaz de repor.”
Carlos Pacheco resume o que diz estudo da Universidade Federal da Paraíba sobre o avanço do mar no continente, mais um fenômeno de responsabilidade exclusiva do bicho-homem.Esse é só um dos problemas causados pelo descaso com nascentes, matas ciliares e a falta de consciência no consumo de água.O Lenine disse que “Eu vim plantar meu castelo/Naquela serra de lá/Onde daqui a cem anos/vai ser uma beira-mar”. Se não mudarmos essa situação já, a previsão dele vai se tornar realidade antes do fim do século…A matéria do JN citada por Pacheco está reproduzida abaixo. O texto está aqui.
Fotografada do alto, a beleza das imagens engana, e traz o recado de que estamos tratando muito mal o planeta.
Via ODSN.
Brasil ganha uma nova espécie de flor a cada dois dias
O Brasil tem em média uma descoberta de planta angiosperma –que produz flores– a cada dois dias. E a mata atlântica, apesar de quase extinta, ainda é o lugar onde mais se encontram novas espécies. Na seqüência, está o cerrado e, depois, a floresta amazônica.
A matéria destaca também que ainda é proporcionalmente pequena a quantidade de descobertas na região amazônica, considerando que o bioma ocupa 49% do território. Faltam taxonomistas para fazer o trabalho.
Leia matéria completa na Folha.
Por Darcio Payá.
Com a atual corrida por substitutos para os combustiveis fósseis, começaram os questionamentos sobre se o etanol, derivado da cana de açúcar ou do milho, é a melhor opção, já que concorre diretamente com a alimentação animal e humana.
Está bastante claro que uma expansão desordenada, e a destinação tanto de milho quanto de cana para a produção de combustível sem a mensuração do balanço total de produção pode representar um risco bastante relevante para o a segurança alimentar, e consequentemente, do negócio do etanol, considerando que os governos podem e devem tomar medidas para impedir que isso ocorra.
O derretimento das geleiras causará muito mais mudanças do que o aumento do nível do mar. A alteração das correntes marítimas, que influenciam diretamente no clima e a diminuição de áreas cultiváveis estão entre algumas das mudanças ambientais mais graves, e que devem ter impactos político-sociais relevantes, como segue abaixo.
Da BBC Brasil:
Geleiras em todo o mundo estão derretendo mais rápido que nunca, alerta um relatório do Programa da ONU para o Meio-Ambiente.
Em média, as geleiras perderam 1,5 metro de gelo em 2006 – ao passo que a perda média de espessura foi de 30 centímetros por ano entre 1980 e 1999.
Um relatório escrito pelo Alto Representante da União Européia, Javier Solana, e pela comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, mostra que a imigração provavelmente aumentará por causa dos “refugiados do clima”. Segundo o texto, os países pobres – principalmente os africanos – serão os mais afetados pelas mudanças, o que provocará com que seus moradores se dirijam a outros países.
Em outras palavras, tensões políticas estão previstas para os próximos anos. E não é só em relação às fronteiras e aos novos moradores. O relatório também prevê conflitos com a Rússia pelos recursos minerais do Ártico, que está em rápido degelo. O derretimento das calotas polares está abrindo novas rotas marítimas e de comércio internacional, o que muda a “dinâmica geoestratégica da região”.
Leia mais em:
Perda de geleiras ‘foi recorde em 2006′, alerta ONU
Refugiados do clima
O Eco1 é o primeiro site brasileiro com vídeos exclusivamente voltados à questão ambiental.
Via Planeta Sustentável.
Com o rápido avanço da tecnologia e sua conseqüente popularização, surge o problema do lixo eletrônico – computadores, impressoras, câmeras, celulares descartados, alguns até em condições de uso.
A Revista Piauí de dezembro traz matéria sobre o assunto:
(Não) há informações sobre o volume ou o ritmo de crescimento do e-lixo nacional. Sabe-se apenas que um computador padrão tem uma vida útil de aproximadamente quatro anos e que, até o fim do ano, a indústria deve vender 10,1 milhões de novos aparelhos(…). Logo, é certo concluir que até 2012 uma avalanche de máquinas velhas aterrissará em terrenos semelhantes ao que Adílson dos Anjos trabalha, a menos que surja um caminho mais eficiente para o descarte de lixo digital. A falta de dados e a conseqüente ausência de projetos voltados para o bom aproveitamento dos detritos eletrônicos atestam que o e-lixo brasileiro ainda se move pela sombra – e dá medo.
Já reportagem no Portal Exame diz:
(…) Até agora, as companhias se limitavam a assegurar que seus produtos chegassem às prateleiras. O que o consumidor fazia com eles não lhes dizia respeito. Hoje, elas começam a trilhar o caminho inverso, o do consumidor de volta à empresa.
(…) Também os governos estão mais atentos à questão (…). Nos últimos meses, vários países têm buscado endurecer a legislação referente a questões ambientais. É o caso do Japão, um dos mais severos em relação às metas de reciclagem obrigatória, que inclui 33 produtos, entre os quais televisores, geladeiras e computadores.
No Brasil, o Projeto 1991/07 pretende instituir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Como tudo que passa por Brasília, este importante assunto é tocado à passos de formiga e sem vontade.
O risco do descarte inadequado desse tipo de material é a poluição do solo e da água.
Ainda de acordo com a Piauí, a cidade chinesa de Guiyu, que tem o maior lixão de equipamentos eletrônicos do mundo, apresenta níveis críticos de contaminação por metais pesados em seu solo, e já não resta nenhuma fonte de água potável num raio de 50 quilômetros do centro.
Saiba mais sobre o assunto:
Revista Piauí – Ruínas eletrônicas
Revista Exame – Elas querem apagar os rastros
Site da Cempre – Compromisso Empresarial para Reciclagem
O Pedro Dória informa que:
Numa típica casa de classe média norte-americana, o consumo elétrico dos ‘aparelhos vampiros‘ representa de 5 a 8%, às vezes chega a 10%, da conta de energia elétrica – número do Departamento de Energia dos EUA, equivalente ao nosso ministério.
‘Vampiros’ são os aparelhos que consomem energia mesmo quando ninguém os usa. É o relógio do videocassete ou microondas, o lead da televisão, um computador ligado horas com o screen saver – consoles de videogames que permanecem ligados são os campeões estatísticos.
A energia elétrica jogada fora assim representa 1% das emissões anuais de carbono em todo o mundo.
Leia mais no artigo da Salon (em inglês):
Put a stake in it
Marcos Sá Corrêa escreve sobre água:
Anacrônico mesmo é continuar culpando os céus pela inconstância da chuva, sem olhar para baixo e ver que não dá para querer hidrelétricas bem reguladas onde os rios têm cabeceiras devastadas, os mananciais estão poluídos e as matas ciliares são facultativas. Os brasileiros sabiam disso nos bons tempos da simples falta d’água. No século 19, quando murcharam as fontes que abasteciam o Rio de Janeiro, o imperador mandou o major Archer reflorestar as encostas da Tijuca. Atualmente, com tudo acontecendo pela primeira vez na história deste país, não se consegue mais prever nem esse passado.
O gigante Google, através de seu braço filantrópico, o Google.org, anunciou que vai investir US$ 25 milhões em pequenas empresas que lançarem idéias para auxiliar na preservação do meio ambiente. O primeiro projeto escolhido foi o eSolar, que desenvolve um sistema de baixo custo para montar geradoras de energia elétrica utilizando o calor solar. A diferença deste projeto é a utilização de pequenas placas, mais baratas, e que podem ser montadas em escalas menores ou maiores, pra gerar entre 25MW e 500MW.
Via Green Daily.
O jornalista Eduardo Pegurier separou alguns das principais vantagens de se construir um telhado verde:
-tem o dobro da vida útil
-É um bom isolante térmico. Reduz a energia usada em refrigeração em 25% e retém calor no inverno
-Amortece o barulho exterior
-Pode ser usado para produzir comida. O hotel Fairmount em Vancouver poupa 30 mil dólares por ano plantando flores e ervas no seu telhado verde.
-Benefícios públicos: é bom contra enchentes, pois absorve água e reduz a necessidade de infra-estrutura urbana de drenagem; contribui para a redução de gases do efeito estufa; melhora a qualidade do ar, filtrando a poeira e produzindo oxigênio; modera a temperatura, cortando até 2º C.
Leia o artigo Aquecimento Local, n´O Eco.
Saiba mais sobre telhados verdes (inglês).
Leia sobre telhados verdes no Eco Trip.
Ainda falando sobre iniciativas de governo com fins ambientais, na Alemanha paga multa quem transitar com veículo pelas Zonas Verdes sem o selo indicando que passou por vistoria e está ok quanto aos níveis de poluição emitidos. No primeiro trimestre de 2008 o sistema funciona em Berlim, Colônia e Hanover. Até o final do ano, mais 19 cidades entram no esquema.
Leia mais no Planeta Sustentável.
China proíbe sacolas plásticas gratuitas em lojas
As lojas estarão proibidas de dar sacolas plásticas a seus clientes a partir de 1º de junho na China, onde a população consome 3 bilhões de bolsas descartáveis por dia, uma grave ameaça ao meio ambiente.
Leia notícia completa na Folha On Line.
O Eco é um dos sites que inspiraram a criação deste espaço. Uma de suas seções mais belas é a de fotografias. Pra começar o ano, o fotógrafo Adriano Gambarini montou uma coleção (com fotos suas e de outros colegas) de bichos que reagem à presença do homem, encarando diretamente aquele que pode ser o responsável por sua extinção.
Segundo Adriano, são “fotos que se tornam leitores de nós mesmos. Imagens que respondem ao nosso olhar. Olhares que anseiam por liberdade, por lugar seguro para viver. Mas que, infelizmente, dependem do homem para continuar a olhar.”
Veja a sua emissão anual de Gases de Efeito Estufa (CO2 equivalente), e a quantidade de árvores que precisará plantar a fim de neutralizar estas emissões utilizando essa calculadora.
Fonte: Iniciativa Verde.
O British Council vai selecionar 3 brasileiros entre 14 e 18 anos, que sejam fluentes em inglês e que se interessem pela causa ambiental, para serem Embaixadores do Clima.
Os escolhidos participarão da Conferência Internacional de Meio Ambiente, em Kobe, no Japão, que irá acontecer em maio de 2008. Antes da Conferência, participarão de uma reunião no Reino Unido, em março de 2008, onde receberão treinamento sobre as mudanças climáticas, como multiplicar o tema e falar com a imprensa.
As inscrições devem ser feitas através do site do British Council até 31 de janeiro.
Saiba mais sobre o Projeto De Olho no Clima.

Conheça Paul Watson, um dos fundadores do Greenpeace, organização da qual foi expulso, e atual líder da Sea Shepherd, que se dedica à proteção dos mares.
A Sea Shepherd já afundou dez navios baleeiros, e carrega pintadas no casco de seu navio as bandeiras deles a título de troféu (foto).
Leia na Trip a matéria e entrevista completas.
Porque o Greenpeace se recusa a falar sobre você? Porque nós os envergonhamos. Somos o que eles um dia já foram, então os fazemos lembrar que eles falharam em seus principais objetivos.
Que acha de ser rotulado como ecoterrorista? Chamem-me do que quiser. Se realmente fosse um ecoterrorista, estaria preso ou proibido de viajar. Nunca causei um ferimento sequer e nunca fui condenado por crime grave. Meus inimigos sim são ecoterroristas.