Ah, os anos 90…
Soundgarden, Pearl Jam e Nirvana eram a santíssima trindade do meu toca-fitas!
Quanto vermouth! Quanta jurubeba!

Enfim, Chris Cornell voltou com sua trupe em grande estilo: King Animal é um puta disco, que soa exatamente como o Soundgarden dos velhos tempos, mas sem parecer datado.
O que disseram:
Rolling Stone:“É como se o Soundgarden nunca tivesse deixado de existir em 1997 e só retornado em 2010: nas 13 faixas de King Animal, Chris Cornell alterna gritos e sussurros, sustentados pelas camadas de guitarra de Kim Thayil, pelo baixo sólido de Bem Shepherd e pela bateria nunca menos que surpreendente de Matt Cameron. (…) Mas esse é o clima de King Animal, um murro nos ouvidos dos céticos que bradaram “nostalgia!” quando o Soundgarden resolveu se reunir.”
Wiplash:“Por mais que hajam várias mudanças entre o Soundgarden de 16 anos atrás, o que hoje surge nesse novo álbum é uma velha e boa lembrança daquela época e uma amostra de que esse é o estilo que a banda deve seguir, como segmento natural de sua evolução. King Animal chega com boas expectativas e atende exatamente quem esperava um trabalho sólido e eficiente deles. Resta agora aproveitar a nova leva de músicas e mesclá-las com os clássicos da banda. Soundgarden está de volta e para ficar.”

Esse é o On the run #5: impressões rápidas sobre os sons ouvidos durante as corridas.
Ouvi “King Animal”, do Soundgarden pela primeira vez no treino de 14/1/14: 6.37km em 00h:51m:14s, vel.média 7.46km/h, total percorrido OTR 35.89km.


Se você não olhar para a imagem, pode pensar que é o Coldplay.
O Imagine Dragons vem de Las Vegas e é um Coldplay genérico. Pra ver no Lollapalooza BR’14, vai depender muito do que estiver acontecendo nos outros palcos. É muito vocalzinho e sintetizadorzinho e folkzinho pro meu gosto.

Esse é o On the run #4: impressões rápidas sobre os sons ouvidos durante as corridas.
Ouvi “Night Visions”, do Imagine Dragons pela primeira vez no treino de 13/1/14: 7.4km em 01h:02m:37s, vel.média 7.09km/h, total percorrido OTR 29.52km.


O Savages é uma banda de pós-punk londrina formada por quatro garotas.
“Silence yourself” é o aguardado álbum de estréia, e traz baixo marcante, vocais agonizantes e clima pesado.
De acordo com o Bruno Leonel, no Scream & Yell, o hype foi exagerado, a exemplo do que a imprensa especializada fez com os Strokes em 2000. Não acompanhei esse zum zum, mas pretendo vê-las em ação no Lollapalooza 2014.
O que disseram:
Monkey Buzz: “Para uma banda iniciante, o quarteto inglês consegue categoricamente imprimir sua ideologia, musicalidade e mostrar a que veio com seu primeiro disco. Silence Yourself é um disco poderoso que pode chamar a atenção por diversas razões (não banalidades, como o resgate ao post-punk ou ser uma banda só de mulheres), mas o faz principalmente pela ousadia e propósito aplicados à sua música.”
Para quem gosta de: Siouxsie and the Banshees, Joy Division, PIL.

Esse é o On the run #3: impressões rápidas sobre os sons ouvidos durante as corridas.
Ouvi “Silence yourself”, do Savages pela primeira vez no treino de 4/1/14: 7.39km em 01h:03m:33s, vel.média 7.0km/h, total percorrido OTR 22.12km.


Se você caiu de paraquedas aqui e não sabe quem é o Black Sabbath, já aviso: sem eles não existiria metal.
13, lançado em junho do ano passado, é o décimo nono disco da banda britânica, gravado com os membros originais – exceto o baterista Bill Ward, que não gostou dos termos do contrato apresentado e foi substituído pelo Brad Wilk (Rage Against The Machine e Audioslave).
Na semana de lançamento vendeu mais de 150 mil cópias e atingiu o topo da Billboard.
É pesado e sombrio de um jeito que só o Sabbath sabe fazer.
O que disseram:
Marcos Bragatto no Scream & Yell:“13 não só de um dos melhores álbuns de 2013, mas no melhor trabalho envolvendo Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler em muitos anos. Sim, porque 13 (…) supera com vantagem qualquer trabalho feito por cada um deles, solo ou com outros projetos, em pelo menos 18 anos. E isso levando-se em conta que se trata de uma das poucas bandas na história do rock a emplacar seis álbuns seguidos dignos de nota máxima, nos anos 70.”
Rolling Stone – Black Sabbath: terminou como começou: “13 é um disco de rock tradicional, compacto e poderoso. São oito faixas (a versão “deluxe” terá três faixas inéditas a mais) bastante longas (nenhuma tem menos de 4 minutos e meio de duração) e sem respiros, temas instrumentais ou músicas mais “amigáveis”. Tanta densidade agradará aos ansiosos por apreciar Tony Iommi em seus dias inspirados. Se nos solos ele é burocrático, os quilos de novos riffs compensam. O arsenal de truques até parece infinito, mas o mítico guitarrista prefere se garantir bebendo da própria fonte que ele mesmo escavou: cada riff remete de leve a algum momento glorioso do Sabbath de 40 anos atrás.

Esse é o On the run #2: impressões rápidas sobre os sons ouvidos durante as corridas.
Ouvi “13”, do Black Sabbath pela primeira vez no treino de 2/1/14: 7.42km em 01h:03m:31s, vel.média 7.0km/h, total percorrido OTR 14.73km.


Boogarins é fruto da psicodelia que só cogumelos secos do cerrado goiano podem proporcionar.
O EP “As plantas que curam” foi lançado esse ano e pode ser baixado nesse link, são seis faixas em 19 minutos.
O que disseram:
Rolling Stone (4 de 5): “Com tons de folk, blues, ruídos e psicodelia, os goianos do Boogarins fizeram brotar o lúdico As Plantas que Curam, uma charmosa tradução de paz e amor em efeitos e distorções com letras em português. (…) Com o nome extraído de uma espécie de jasmim, o Boogarins surge como uma das saborosas exportações recentes da música brasileira.”
Pitchfork (7,1/10): “Seus ouvidos para melodia são muito mais fortes e sofisticados do que os da maioria das bandas de sua idade.”
Destaque pro cuidado que os caras tiveram com os timbres dos instrumentos e com os efeitos, que emulam perfeitamente os sons psicodélicos dos anos 60.
Pra quem gosta de: Patrulha do Espaço, Supercordas, Mutantes, Vanguart, Tame Impala.

Esse é o On the run #1: impressões rápidas sobre os sons ouvidos durante as corridas.
Ouvi “As plantas que curam”, do Boogarins pela primeira vez no treino de 30/12/13: 7.31km em 01h:01m:56s, vel.média 7.09km/h.

Shenzhou X Capsule Re-Enters And Lands In Inner Mongolia
As Fotos Mais Memoráveis de 2013, da Foreign Policy.

Ciência, Tecnologia

Zhang, Nie e Wang : 26.6.13: esse dia foi loko.

Image


Presente de natal é descobrir que a melhor banda de hard rock de todos todos todos os tempos está na ativa, tocando muito e produzindo ainda mais.
Os irmãos Robinson pararam de ranhetice e partiram pro que interessa: ROCK’N’ROLL!
Agora tenho mais de 80 faixas que nunca havia escutado para derreter os tímpanos.
A trilha sonora das festas de fim de ano está definida. Prepara o fígado, Marcelaum…

Arte, Literatura

Poetas duca: William Blake

THE TYGER
(do Songs Of Experience, em 1794)
Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?
In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare sieze the fire?
And what shoulder, & what art.
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand? & what dread feet?
What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?
When the stars threw down their spears,
And watered heaven with their tears,
Did he smile his work to see?
Did he who made the Lamb make thee?
Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?

http://youtu.be/yzHa3mi2CwQ

Standard
Cinema, HQ, Rock

Música

Ricardo Alexandre, jornalista ao qual serei eternamente grato por ter me apresentado os Black Crowes num distante dia da década de 90 explica:
Por que o “The Voice Brasil” nunca vai revelar um grande artista
“O problema não é do programa. O problema é decorrente de uma máxima muito simples, que é ignorada tanto por sua produção quanto por quem se inscreve nele: nenhum artista é maior do que sua arte.
Seja você um roqueiro, um dodecafonista ou um engolidor de espadas, a regra é esta: o artista é sempre menor do que a arte que ele faz, ele sempre vem depois de sua própria arte.
The Voice, e os shows de talento televisivos, em geral, invertem essa lógica. Jogam o holofote, o maquiador, o horário nobre da Globo, o jornalismo das afiliadas e os programas de fofocas sobre o artista, muito antes de ele ter ao menos pensado em sua arte.”

Cinema
Pense em um trabalho estressante. Esse Lawrence Kasdan está f*****: Decodificando o drama dos roteiristas de Star Wars

Quadrinhos
E o aclamado projeto Graphic MSP, em que os personagens criados por Maurício de Souza passam por releituras de outros autores, inicia a segunda fase: Os novos títulos do projeto Graphic MSP. Tem Bidú, Penadinho e um segundo álbum do Astronauta, entre outros.

Link